terça-feira, 22 de dezembro de 2009

bloqueio criativo, parte II

it's not only rock'n roll, you crazy bitches. it's about love, oxygen and beautiful guys driving motorcycles, the real madness coming out of our minds. don't know how I became this, but I'm sure it wasn't a good idea. well, it seemed like a good idea at the time: all of those wonderful eletric guitars, and magnificent lights that used to blind everyone around... yeah, that seemed like the perfect life. the sweat dripping all over my face symbolized the end of that period and a step to the future. a great step. I just didnt realize, at that time, that my life was becoming a real mess, a disaster, and that nothing else would work out until I leave this shit forever.

não consigo mais escrever em português. for now, "bloqueio criativo" seems like a good title.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

harvest.



olhava pela janela e via as hortências azuis que remetiam a casa que viveu a sua infância. hortências azuis eram tão acolhedoras, que sua mente voava por entre as folhagens e ela deixava pra sentir medo quando estivesse em terra firme. todas aquelas cores e todos aqueles cheiros e todas aquelas lembranças enchiam aquela memória de tal forma que ficava quase impossível evitar um sorriso. um esboço de sorriso. um sorriso de satisfação, de nostalgia, mas principalmente de uma felicidade morna por estar, finalmente, chegando na tão esperada zona de conforto. todas as preocupações de fim de ano desapareciam em um piscar de olhos. medo deixava de ser medo, raiva deixava de ser raiva, e aquele alívio tomava conta no lugar do ódio ressentido que sentira daquele lugar nos últimos meses. a estrada ia ficando íngreme e, pouco a pouco, ia chegando perto daquilo que sentia orgulho de chamar de "casa". quanto mais perto ficava, mais repetia consigo mesma: "there's no place like home."

sábado, 12 de dezembro de 2009

please don't go away.

"Tudo isso é doloroso para mim, porque sei que o jardim não é esse, sei mesmo que talvez nem exista um jardim, sei que os jasmins se perderam, e recorro à casa, e penetro cada um de seus aposentos, e desvendo a casa, e recorro à rua, ao arco branco no fim da rua, e à cidade de ruazinhas estreitas e tortas e vizinhos na janela e estradas de terra batida e poeirenta. Mas sei: sempre sei que tudo isso não está mais do lado de fora: sei que já não bastaria abrir a janela: sei que não bastaria abrir a janela."

"Cavalo branco no escuro" em O Ovo Apunhalado
Caio Fernando Abreu.




Sentirei sempre muita saudades de vocês... de cada uma de vocês!
Convívio é uma coisa linda, independente de ser profundo ou não.
Aqui a gente é menina e mulher, independente e louca por um colinho, feliz e triste, tem bons dias e maus dias, mas, acima de tudo, aqui somos pessoas de muita FORÇA!
Viver em meio a tanta gente pode ser complicado, mas a gente aprende a ver a parte linda de cada um desses seres que estão ao nosso redor.
Eu vi a coisa encantada de cada uma de vocês, e não posso negar que isso nunca vai sair da minha essência.
Gosto muito disso! Odeio despedidas mas é sempre importante deixar palavras sinceras no ar...
No mais, faço minhas as (lindas) palavras da Bru.

N.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

do egocentrismo.

eu, uma montanha de matéria.
eu, e mil gavetas bagunçadas.
eu, desastre contemporâneo.
eu, disturbio fashion em domingo a noite.
eu, mudanças climáticas.
eu, canecas coloridas finamente elaboradas.
eu, tinta colorida pelas paredes.
eu, hiato criativo.
eu, pleonasmos.
eu, esmalte descascado.
eu, medo do infinito.
eu, coração ainda batendo.
eu, moedas tilintando pelos bolsos.
eu, neologismos sempre e sempre.
eu, cada dia uma surpresa.
eu, e uma caixa de caixas de remédios.
eu, uma grande frustração.
eu, uma grande conquista.
eu, uma grande contradição.
eu, e todas as fases da lua.
eu, girando na órbita de cada um dos planetas.
eu, minha pior e melhor companhia.
eu, doenças de alma.
eu, um grande mistério da humanidade escondido em meio a tantos outros grandes mistérios da humanidade.
eu, peça de quebra-cabeças.
eu, imagem solta pelo espaço.
eu, cantarolando música brega.
eu, tentando ser realista.
eu, não conseguindo ser realista.
eu, realista demais.
eu, perdida dentro de um mundo nublado.
eu, civilização de uma pessoa só.

nostalgia!

Lendo meu antigo blog é que me lembrei de como algumas coisas simplesmente fazem falta na minha vida. E, pelos mais variados motivos, me emocionei ao ler umas coisas que eu tinha deletado da minha memória recente...
O primeiro post que me encheu os olhos de lágrimas, em função das lembranças que me trouxe, eu vou reblogar aqui, para que nunca mais essa lembrança se perca dentro de mim.

Quarta-feira, 31 de outubro de 2007


Nunca ouvi tanta bobagem séria e irremediável como nesse mês de viagem. Gente cheia de certezas e de julgamentos, de vida vazia e entupida de prazeres sociais e delicadezas. É evidente que é preciso conhecer a verdadeira pessoa embaixo disso. Mas por mais "protetora dos animais" que eu seja, a tarefa é difícil.

A viagem foi legal. Conheci pessoas, conheci costumes, conheci lugares, conheci um pouquinho mais de mim, porque um pouquinho da gente nunca é demais, e além do mais, a gente nunca se conhece por inteiro. Somos todos, de Porto Alegre á Africa do Sul, da Islândia ao Ipanema, pessoinhas incertas tentando nos encontrar, arrumando algum detalhezinho aqui ou ali, mudando o que parece não nos satisfazer (ou não satisfazer os outros), fechando os olhos e recolhendo a alma, quando as luzes se apagam, os convidados vão embora, e a festa se acaba...


Bloqueio criativo.

Porque depois de exatos 63 minutos tentando escrever algo e apagando tudo, só posso chamar esse post de bloqueio criativo.